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Conservemos a floresta e as antas
Breve resenha sobre a Anta na Argentina    
 

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Anta em riacho "La Sala", Parque Nacional El Rey (foto: G. Lier)

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Fotografia de uma anta capturada com uma de nossas "armadilhas fotográficas"

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Filhote de três meses de idade (Estação de Fauma, Prov. de Salta) (foto: S. Chalukian)

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Anta fêmea idosa comendo folhas de ortiga brava (Urera baccifera) em mata secundária do P. N. El Rey, Salta. (foto: S. Chalukian)

 
 
mapa de distribuição da anta no mundo
mapa de distribuição da anta na Argentina

 

 

As antas existem há mais ou menos 40 milhões de anos e são parentes próximos aos cavalos, burros, zebras e rinocerontes. Atualmente existem quatro espécies no mundo: três na América Central e América do Sul e uma na Ásia.

A espécie que vive no nosso país (Tapirus terrestris) está amplamente distribuída, desde os Andes Orientais da Venezuela e Colômbia até o norte da Argentina, onde se encontra nas províncias de Salta, Jujuy, Formosa, Misiones, Chaco e possivelmente em áreas remotas de Santiago de Estero, Corrientes, Santa Fé e Entre Rios, tendo desaparecido da província de Tucumán há aproximadamente 60 anos.

A anta tem sido muito pouco estudada na Argentina, limite sul de sua distribuição. Por isso é importante conhecer sua ecologia e o estado atual de sua população para promover a conservação da espécie a longo prazo. A anta, tapir, ou mboreví, havita a mata Paranaense, a mata de montanha ou Yungas e parques de mata de chaco, muito associado a rios, lagos e banhados. As antas são animais grandes e fortes, podendo a chegar a medir dois metros de comprimento, um metro e vinte de altura e pesar até 300 kg.

Possuem olfato apurado, que utilizam para encontrar e escolher seu alimento e detectar possiveis perigos. São solitários e tímidos; caminham muito e, em geral, necessitam de grandes áreas para viver e sua densidade (número de animais por superfície) é baixa.

Possuem taxa reprodutiva baixa, as fêmeas têm uma cria depois de 13 meses de gestação e, em vida livre, o intervalo é de 2 ou 3 anos para cada nascimento. Os filhotes possuem manchas e linhas brancas sobre a pelagem parda, que os ajuda na mimetização com a vegetação.

Alimentam-se de uma grande variedade de frutos, folhas, flores e cascas de árvores. Possuem papel muito importante para determinar a estrutura das comunidades de plantas, especialmente por dispersarem sementes de ervas, arbustos e árvores. Por isso são chamadas de arquitetas da paisagem e espécies chaves para a conservação do ecossistema onde vivem.

É particularmente vulnerável a pressão de caça, já que possui baixa taxa reprodutiva e baixa densidade, não podem recuperar sua população rapidamente. Outras ameaças são a fragmentação e redução de seu habitat natural, como conseqüência do desenvolvimento de atividades como a exploração florestal, desmatamento, reflorestamento com espécies não nativas, exportação de hidrocarbonetos e gado, que quando realizados sem controle e sem planejamento adequado, trazem como conseqüência uma forte degradação do ambiente e recursos naturais.

A anta é uma espécie argentina em perigo e sua captura e caça está proibida. Encontra-se no Apêndice I da Convenção Internacional para o Tráfico de Espécies de Flora e Fauna Silvestres (CITES), no entando o comércio internacional não é permitido.  

Projeto Conservação da Anta no Noroeste da Argentina - Año 2006, Todos os direitos reservados