APRESENTAÇÃO SOBRE A ANTA ÁREA DE ESTUDO O PROJETO NOTÍCIAS FALE CONOSCO
 
Parque Nacional El Rey
Área de Estudo do Projeto    
 

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Vista do morro "Piquete" ao amanhecer (foto: S. Chalukian)

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Riacho Águas Negras, característico de selva montana, a 1.000 m snm (foto: S. Chalukian)

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Cardume de sábalo (Prochilodus sp.) (foto: S. Giménez)

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Gralha azul (Cyanocorax chrysops) (foto: S. Chalukian)

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Fucsia (Fuchsia boliviensis) no Riacho Cortaderal (foto: S. Giménez)

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Campos com gado (foto: S. Chalukian)


Cervo (Mazama gouazoubira) no riacho Nogalar (foto: S. Chalukian)

 
 
imagem de satélite da área de estudo
rotas de acessos ao Parque
mapa interativo do Parque

 

 

A área de estudo inclui parte da região de Güemes e Anta da provincia de Salta e se encontra localizada geograficamente entre os 24º 23` - 25º 19´de Latitude Sul e 64º 59´ - 64º 23´ de Longitude Oeste.

Localiza-se também em parte das Serras Subandinas de San Antonio, González, El Gallo, Cresta de Gallo, El Centinela e El Piquete, correspondentes ao subsistema Santa Bárbara. Suas alturas máximas no chegam aos 2.600 metros.

A região comporta as sub-bacias dos rios Dorado-del Valle: rios Popayán, Dorado, Seco e del Valle; e Mojotoro Lavallén: compreendendo pequenos riachos tais como Unchime, Garrapatas, Yaquiasme e San Luis. Também contribui com a sub-bacia Juramento-Medina, com os rios Las Cañas, Las Víboras, Guanaco e Castellanos.

Parque Nacional El Rey

Parque Nacional El Rey se localiza a 200 km do caminho da cidade de Salta (aproximadamente a 90 km em linha reta em direção Leste) esta localizado  geograficamente entre os 24º 32´ 00” - 25º 50´ 00” de Latitude Sul e 64º 29´ 30” - 64º 46´ 10” de Longitude Oeste. Possui 44.162 hectares e clima subtropical com chuvas estacionais de verão (novembro a março) de aproximadamente 750-1.500 mm anuais. As temperaturas médias oscilam entre 21ºC e 8ºC, com geadas no inverno.

Inclui parte das Serras Subandinas, englobando as serras Cresta de Gallo e El Piquete, correspondentes ao subsistema Santa Bárbara. Suas alturas máximas no Parque não ultrapassam aos 2.400 metros.

Parque Nacional compõe a bacia do rio Del Valle, compreendendo quase que a totalidade de suas nascentes.

A área se localiza na Província Biogeográfica das Yungas. Estas matas, também chamadas montanas ou nubladas, se desenvolvem entre os 500 e 3.000 metros sobre o nível do mar, nas montanhas pré-andinas desde a Venezuela até a Argentina. A composição e estrutura da mata variam com a latitude e a altitude, assim como as características microclimáticas como a orientação, inclinação, tipos de solo etc.

P.N. El Rey está rodeado por montanhas, com alturas que vão desde os 750 aos 2.400 m aproximadamente. Encontram-se diferentes tipos de vegetação, tanto de yungas como do chaco serrano e comunidades de transição. Em termos gerais, desde a zona mais baixa até os picos pode-se caracterizar:

•  Matas de Transição (700-950 m): vegetação mais xerófíta constituindo um ecótono entre a Selva Pedemontana e o Chaco Serrano. Algumas especies comuns são  a taleira (Celtis tala), a acácia (Acacia aroma), o cinamomo gigante (Allophyllus edulis), o coronilho (Scutia buxifolia), a espinha coroada (Gleditsia amorphoides), as aroeiras (Schinus spp.) e o fruto do pombo (Vassobia breviflora).

•  Selva Basal (700-1.000 m): mata alta semidecídua, as árvores do dossel podem alcançar os 35-40 metros, como as tipuanas (Tipuana tipu) e o cedro (Cedrela sp.). São comuns as leguminosas assim como os laureles, o carrapicho (Pisonia zapallo), o timbó (Enterolobium contortisiliquum), o angico branco (Anadenanthera colubrina) e angico vermelho (Parapiptadenia excelsa), e o limãozinho (Fagara coco). As lianas e epífitas são abundantes.

•  Selva Montana (1.000-1.400 m): Mais úmidos, com abundância de árvores pereniformes, muitas espécies da família das mirtáceas como o pau barroso (Blepharocalyx salicifolia), a pitanga (Eugenia uniflora), o pessegueiro do mato (Myrcianthes mato), o guabiju (Myrcianthes pungens), o alpa mato (Myrcianthes pseudo-mato) e o murtilho (Myrrhinium atropurpureum).

•  Matas Montanas (1.400-1.800 m): Matas de altura, dominados pelo pinheiro do morro (Podocarpus parlatorei), que cresce com outras espécies como o cedro, o pau luz (Prunus tucumanensis) e algumas mirtáceas. Também há matas quase pura de aliso (Alnus acuminata) ao longo das encostas até os picos.

•  Pastos serranos ou de neblina (1.700-2.400 m): Em grande parte se trata de pastos edáficos, dominados por Gramíneas e Compostas.

A fauna é bastante diversa. Alguns dos mamíferos presentes são o cateto (Pecari tajacu), queixada (Tayassu pecari), cervos (Mazama americana e M. guazoubira), puma (Puma concolor), jaguatirica (Leopardus pardalis), gato do mato grande (Leopardus geoffroyi), cachorro do mato (Cerdocyon thous), mão pelada (Procyon cancrivorus), anta (Tapirus terrestris), lontra (Lontra longicaudis) e macaco prego (Cebus apella) que se encontran no limite sul de sua distribuição. Entre as aves pode-se citar o tico-tico comum (Syndactyla rufosuperciliata), borboletinha (Phylloscartes ventralis), arranhado de sobrancelha amarela (Basileuterus signatus), fío fío plumoso (Elaenia strepera), piolhinho dos pinos (Mercocerculus hellmayri), beija-flor cometa (Sappho sparganura), pato real (Cairina moschata), condor (Vultur gryphus), urubu real (Sarcoramphus papa), urubu de cabeça vermelha (Cathartes aura), urubu de cabeça preta (Coragyps atratus), gavião peneira (Elanus leucurus), siriema (Cariama cristata), jacupemba (Penelope obscura), papagaio tucumã (Amazona tucumana) e o papagaio verdadeiro (Amazona aestiva), entre muitos outros.

É notável a fauna íctia, principalmente no Rio Popayán, onde há muitos curimbatás (Prochilodus sp.), dourados (Salminus maxilosus) e bagres (Pimelodus albicans), entre os peixes de maiores.

Atividades nos alredores do Parque Nacional.

A criação extensiva de gado é atualmente a principal atividade produtiva da região. Também críam-se caprinos, cavalos, ovinos e animais de granja (galinhas, patos e porcos). Atualmente existem na área poucos projetos de criação intensiva de gado.

A exploração florestal foi a atividade mais importante no passado, extraía-se principalmente: pino, nogal, cedro, cebil, lapacho, pau branco, pau amarelo, quina, horco quebracho, algarrobo e lenha para carvão. Ainda hoje existe a exploração, contudo em menor escala. Cultivam-se principalmente mandioca e folhas, no passado algodão e fumo. Nos últimos anos muitas terras foram dedicadas para o cultivo de soja, apesar dos desgastes na mata nativa.

Não existe na região grandes aglomerados urbanos, somente algumas instalações e postos isolados. Os povoados mais próximos à área de estudo são: Lumbreras, Las Lajitas, Apolinario Saravia e Güemes.

 

Projeto Conservação da Anta no Noroeste da Argentina - Año 2006, Todos os direitos reservados